Hospitais, postos de saúdes, clínicas e indústria farmacêutica poderiam ser muito mais eficientes, com uma gestão mais organizada, se soubessem utilizar melhor as tecnologias disponíveis no mercado a seu favor. Big Data, Internet das Coisas ou uma simples mensagem via SMS, se bem empregados, poderiam otimizar o atendimento, reduzir custos e aproximar ainda mais os médicos dos pacientes.

Destaques 26 de abril de 2018

Hospitais, postos de saúdes, clínicas e indústria farmacêutica poderiam ser muito mais eficientes, com uma gestão mais organizada, se soubessem utilizar melhor as tecnologias disponíveis no mercado a seu favor. Big Data, Internet das Coisas ou uma simples mensagem via SMS, se bem empregados, poderiam otimizar o atendimento, reduzir custos e aproximar ainda mais os médicos dos pacientes. Além deles, registros eletrônicos de saúde, aplicativos móveis, telessaúde e meios de comunicação em redes sociais são outras possibilidades das tecnologias que respeitam o paciente e que abordam essas preocupações.

Porém, de acordo com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), menos de 20% dos 7 mil hospitais brasileiros são informatizados. Já a Cisco aponta que existe uma grande oportunidade para criar valor digital ao longo da próxima década. Uma análise feita pela empresa identificou 31 casos de uso digitais com o potencial para impulsionar US$ 1,4 trilhão em valor nos cuidados de saúde do setor privado entre 2015 e 2024. Esse valor se traduz diretamente em capacidade da indústria de atender mais pacientes, melhorar a qualidade do atendimento e reduzir seus custos.   Tecnologia à favor da saúde Nos consultórios médicos e laboratórios de análises clínicas, o SMS pode ser uma ferramenta muito útil em ações de medicina preventiva e também na gestão de atendimento. Com uma simples mensagem, o paciente pode ser informado da data de seus exames e ser orientado quanto ao procedimento.

Com o SMS também é possível comunicar ações de qualidade de vida, como dicas de bem-estar e informar campanhas especiais de vacinação ou prevenção, além disso é uma alternativa de baixo custo e são extremamente assertivas, uma vez que são compatíveis com todos os aparelhos celulares e não exigem que o paciente esteja conectado à Internet para receber a mensagem. Telessaúde é outra possibilidade que algumas instituições já utilizam, como por exemplo, o Hospital pediátrico Lucile Packard em Palo Alto, Califórnia. Os especialistas conseguem chegar  em áreas rurais que têm uma escassez de especialistas em pediatria sem sairem de suas bases físicas. Através de vídeoconferência de alta qualidade, é possível acessar registros de pacientes e orientar os pais.

É uma forma de economizar dinheiro e estender os serviços.   No Brasil, o Hospital Albert Einstein se utiliza da mesma ferramenta para promover sessões de terapia online ou a distância para quem deseja parar de fumar, beber e fazer uso de outras drogas. O programa tem se destinado aos tabagistas, mas no futuro a intenção é estender a terapia online para alguns casos de câncer e de cirurgia bariátrica. Já as empresas farmacêuticas enfrentam um conjunto de diferente de questões, tendo como principais desafios desenvolver novos medicamentos e levá-los ao mercado mais rapidamente e de forma mais barata para que não sejam engolidos pelos concorrentes que fabricam genéricos, similares com baixo custo. Para tal, necessariamente precisam gerenciar todos os tipos de dados de forma mais eficaz. A análise de dados, busca de informações em mídias sociais e nos bancos de dados da própria empresa desempenham um papel essencial na melhoria do relacionamento com o cliente, no desenvolvimento de medicamentos personalizados, colaborando perfeitamente com novos parceiros e novos mercados.

Tecnologia tem espaço para crescer no setor da saúde De acordo com a Cisco, somente nos EUA é esperado um crescimento de 6,5% nos custos de saúde em 2016, mais de três vezes a taxa de inflação. O país não é o único nesse desequilibrio. Os sistemas de saúde ao redor do mundo estão lutando com o desafio de gerenciar custos e a prestação de cuidados de qualidade. A boa notícia é que com uma ampla gama de soluções digitais é possível tornar a assistência médica mais barata e mais acessível. Na verdade, no ano passado, os hospitais do setor privado e as empresas farmacêuticas perceberam globalmente US$ 67 bilhões em valor digital, ainda de acordo com a Cisco. A má notícia é que esse valor representa apenas 16% do que eles poderiam ter gerado em 2015, mostrando claramente que a tecnologia tem muito espaço ainda para crescer, muitas frentes para colaborar e os sistemas de saúde em todo o mundo podem ser mais eficientes, podendo fazer melhor, mesmo que começando com ações mais simples e baratas.