Quando o assunto é extrair o melhor dos dados para obter ganhos reais nas empresas, as respostas nem sempre são simples ou óbvias. Não basta ter somente as melhores pessoas ou as melhores tecnologias. É preciso haver colaboração e integração para que uma cultura baseada em dados seja realmente eficaz. É evidente que o atual cenário de Big Data, internet das coisas, entre outras tecnologias baseadas em transformar dados em informações úteis e que serão diferenciais de negócio já conquistaram a rotina de muitos gestores e estão entre as principais estratégias de pequenas, médias e grandes empresas.

Corporativo 19 de Janeiro de 2018

Quando o assunto é extrair o melhor dos dados para obter ganhos reais nas empresas, as respostas nem sempre são simples ou óbvias. Não basta ter somente as melhores pessoas ou as melhores tecnologias. É preciso haver colaboração e integração para que uma cultura baseada em dados seja realmente eficaz.   É evidente que o atual cenário de Big Data, internet das coisas, entre outras tecnologias baseadas em transformar dados em informações úteis e que serão diferenciais de negócio já conquistaram a rotina de muitos gestores e estão entre as principais estratégias de pequenas, médias e grandes empresas.

No entanto, se por um lado essas tecnologias que se apresentam como futuro e precisam ser aplicadas no presente ganham cada vez mais espaço, por outro os resultados parecem ainda não ter um padrão. Esse é um dos desafios: identificar pontos de fraqueza na estrutura e fazer pessoas trabalhem da melhor forma, integradas com as ferramentas utilizadas.

Acompanhe algumas recomendações para realmente fazer com que a gestão de dados seja um diferencial para sua empresa:

1- Alinhamento entre as áreas de negócio e a gestão de dados A gestão compartilhada é um dos pilares da gestão de dados eficiente. Portanto, é bastante importante que a TI e a unidade de negócios sejam protagonistas e atuem juntas no apoio a uma estrutura de governança de dados. Com as áreas de negócio e TI integradas e participando das ações propostas, fica mais fácil enxergar as necessidades estratégicas da empresa como um todo e onde cada uma pode avançar.

2- Trabalho em equipe Se integração é palavra-chave, é absolutamente necessário que as equipes correspondam a essa colaboração no nível operacional. Uma vez que os ambientes de negócios passam por rápidas mudanças, equipes multifuncionais são desejáveis e necessárias, já que os conhecimentos coletivos permitem não só a identificação de problemas, como também a proposição e resolução desses mais rapidamente, sempre tendo como foco os objetivos organizacionais almejados. Uma dica importante: a integração entre áreas não acontece se as equipes não entenderem como cada uma funciona. Portanto, profissionais da área de negócios precisam entender o que as equipes de dados e TI fazem e vice-versa. Isso permitirá que o trabalho seja realizado junto e não isoladamente, e comprometido com os resultados.

3- Falar a mesma língua Mais uma vez, a noção de integração se faz presente quando o assunto é a definição do conceito de negócio. Se as definições adotadas não são homogêneas, fica difícil a disseminação e a compreensão dos principais conceitos de negócio entre todos os colaboradores da empresa. Uma boa estratégia nesse caso é a adoção de um Guia ou Glossário de Termos que contenha de forma clara as definições para conceitos comuns ao negócio, colaborando para eliminar interpretações equivocadas ou ambíguas que podem gerar expectativas que levem a posturas diferentes na hora de tomar decisões.

4- Conhecimento da política de dados A política de dados da empresa deve ser construída e definida de forma consensual entre TI e negócios, pois são elas que estabelecem as regras e usos dos dados na organização. A ausência ou desconhecimento dessas práticas estabelecidas pelos setores conjuntamente pode gerar instabilidades e até mesmo comprometer implementações.

5- As ferramentas de gestão de dados não são plenamente utilizadas Se a empresa já tem tecnologias para a gestão de dados, mas os resultados práticos da adoção dessas ferramentais não aparecem, o motivo pode ser que a tecnologia em questão não está sendo usada em toda sua potencialidade. Isso inclui o planejamento prévio da gestão de dados, antes mesmo da sua implementação, como a política de dados, mencionada anteriormente, para evitar problemas como falta de definição das regras e critérios para qualidade dos dados e até mesmo informações sobre incompatibilidades tecnológicas.

Mais uma vez, percebe-se a importância de trabalhar a integração entre áreas e entre capital humano e tecnologias a fim de obter melhores resultados que possam efetivamente transformar dados em valores de negócios.